No Meu Sótão Mora Um Gato Preto

Pequena carta ao tempo

 



 


'Não posso ficar agarrada a uma lembrança fantasiosa. Simplesmente, não posso.


Fiquei presa a uma mentira alucinante e os ponteiros do relógio pararam no delírio. As horas converteram-se em minutos, os minutos em segundos e os segundos em vazio. Amei em silêncio e mergulhei numa dança solitária, voei junto às estrelas de um imaginário sem fronteiras.


Mas o destino desferiu-me um duro golpe, perdi os sapatos de pontas brancos e desfizeram-se as asas púrpura de veludo.


Agora, as lágrimas secaram e o coração partiu-se.


É tempo de recomeçar. Os dias não morreram e eu preciso, urgentemente, de viver.


 


Laura'


 


 


 


imagem retirada de: google imagens

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